OS PRIMEIROS RAIOS DE SOL DA MANHÃ

Escrito por omensageiro_master

Olá, meus amigos!

Há pessoas que gostam de ser envolvidas com o charme do entardecer quando a luz deixa as casas, os rostos e o manto da noite se estende por todos os cantos. Dizem que dá vontade de rezar, de ficar num canto e até de chorar. Outros preferem o alvorecer.
As pessoas levantam, abrem a janela, percebem ainda brilho de algumas estrelas que fogem apressadas com a chegada do Sol, o Irmão Sol, que a todos alumia, no dizer de São Francisco. E há essas nuvens dançarinas, sopradas pelo vento, tingidas de um suave rosado. As pessoas pulam da cama. Fazem um oração carinhosa ao Senhor no canto do quarto. Respiram fundo. Ouvem pássaros cantando mesmo na grande cidade.

A jornada começa. Preparam-se para a luta. Enquanto escovam os dentes, arrumam a cama, escolhem a roupa da vez, passam em revista a agenda do dia. A brisa da manhã, o orvalho sobre a grama refrescam o coração. O dia nada mais é do que um botão de flor que vai desabrochar até o sol fugir do nosso céu. Que ninguém venha a se machucar do nascente ao poente. Machucar o corpo ou machucar o mais íntimo. Que quando a noite chegar não precisemos ruminar remorsos. Que as crianças cresçam na escola. Tenham o afeto dos mestres e o carinho dos colegas. Que o sol aqueça o coração daqueles que sofrem com o frio da solidão e do abandono. Que aquele doente, tomando o café da manha com salada de mamão, possa sentir vontade de viver, banhado todinho do sol que entra em seu quarto.
E a vida retoma seu curso. Cada um atravessa, com outros caminheiros, a estrada de uma jornada esperando que o sol volte no dia seguinte.

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

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